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    O Ministério da Educação e Ciência (MEC) chegou a acordo com a Federação Nacional de Educação (FNE) o SINDEP e o SINAPE, estruturas sindicais de professores afetas à UGT, para a dispensa de cerca de metade dos 40 mil professores inscritos na prova de avaliação de conhecimentos e competências para a docência. O acordo, confirmado ao DN por João Dias da Silva, da Federação Nacional de Educação, prevê a "dispensa de realização da prova de todos os docentes com cinco anos e mais de serviço".

    Apesar de a FNE continuar a defender que "a prova em si não faz sentido", Dias da Silva confirmou ao DN que o acordo alcançado será suficiente para esta estrutura sindical desconvocar "a greve marcada para 18 de dezembro, [data de realização da prova], bem como a participação em outras iniciativas de protesto relacionadas com esta", nomeadamente o protesto de professores na Assembleia da República agendado para quinta-feira.

    Em conferência de imprensa, ao final da tarde desta segunda-feira, o ministro Nuno Crato revelou que a reunião urgente partiu da iniciativa da UGT e que, antes de chegar a um entendimento, ouviu "o presidente do Conselho das Escolas, Manuel Esperança, e o senhor presidente do Conselho Nacional de Educação, professor doutor David Justino", acrescentando ter também considerado "o recente pedido de ponderação do senhor provedor de Justiça".

    Recorde-se que o provedor pediu sexta-feira ao ministro que considerasse dispensar da prova os professores contratados com mais experiência.

    Questionado sobre o facto de o acordo não ter envolvido os sindicatos ligados à CGTP, em particular a Fenprof, o ministro defendeu que o acordo é "justo" e disse acreditar que terá a "adesão" da maioria dos professores.

    Pedro Sousa Tavares

    Noticia completa do DN